ASSISTÊNCIA TÉCNICA PERICIAL EMPRESARIAL, PERÍCIAS MÉDICAS, PERÍCIAS DE ENGENHARIA, TRABALHISTA, CIVEL, CRIMINAL,         EM SÃO PAULO, PARANÁ, RIO DE JANEIRO, BAHIA, MINAS GERAIS, RIO GRANDE DO SUL, CONSULTORIA E AUDITORIA AMBIENTAL E OCUPACIONAL

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Texto da NR-20 que será enviado à CTPP/MTE para deliberação e posterior publicação no diário oficial. Manifestações acerca do texto até dia 17/08

 

 

NR 20 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS E COMBUSTÍVEIS

 

SUMÁRIO

20.1  Introdução

20.2 Abrangência

20.3 Definições

20.4  Classificação das Instalações

20.5 Projeto da Instalação

20.6  Segurança na Construção e Montagem

20.7  Segurança Operacional

20.8  Manutenção e Inspeção das Instalações

20.9  Inspeção em Segurança e Saúde no Ambiente de Trabalho

20.10  Análise de Riscos

20.11 Capacitação dos Trabalhadores

20.12 Prevenção e Controle de Vazamentos, Derramamentos, Incêndios, Explosões  e Emissões fugitivas

20.13 Controle de Fontes de Ignição

20.14  Plano de Resposta a Emergências da Instalação

20.15  Comunicação de Ocorrências

20.16 Contratante e Contratadas

20.17 Tanque de Líquidos Inflamáveis no Interior de Edifícios

20.18  Desativação da Instalação

20.19 Prontuário da Instalação

20.20  Disposições finais

ANEXO I – Instalações que constituem exceções à aplicação do item 20.4 (Classificação das Instalações)  

ANEXO II – Critérios para Capacitação dos Trabalhadores e Conteúdo Programático

GLOSSÁRIO

 

 

 

 

 

 

20.1. Introdução

 

20.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho contra os fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis.

 

20.2. Abrangência

20.2.1 Esta NR se aplica às atividades de:

a) extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis, nas etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção, inspeção e desativação da instalação;

b) extração, produção, armazenamento, transferência e manuseio de líquidos combustíveis, nas etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção, inspeção e desativação da instalação.

 

20.2.2 Esta NR não se aplica:

a) às plataformas e instalações de apoio empregadas com a finalidade de exploração e produção de petróleo e gás do subsolo marinho, conforme definido no Anexo II, da Norma Regulamentadora 30 - Portaria SIT n.º 183, de 11 de maio de 2010.

b) às edificações residenciais unifamiliares.

 

20.3. Definições

20.3.1 Líquidos inflamáveis: são líquidos que possuem ponto de fulgor ≤ 60º C.

 

20.3.2 Gases inflamáveis: gases que inflamam com o ar a 20º C e a uma pressão padrão de 101,3 kPa.

 

20.3.3 Líquidos Combustíveis: são líquidos com ponto de fulgor > 60º C e ≤ 93º C

 

20.4  Classificação das Instalações

 

20.4.1 Para efeito desta NR, as instalações são divididas em classes, conforme Tabela 1.

 

Classe I

a) Quanto à atividade:

a.1 - postos de serviço com inflamáveis e/ou combustíveis;

b) Quanto à capacidade de armazenamento, de forma permanente e/ou transitória:

b.1 - gases inflamáveis: acima de 2 ton até 60 ton

b.2 - líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de  10 m3 até 5.000 m3   

Classe II

a) Quanto à atividade:

a.1 - engarrafadoras de gases inflamáveis;

a.2 - atividades de transporte dutoviário de gases e líquidos inflamáveis.

b) Quanto à capacidade de armazenamento, de forma permanente e/ou transitória:

b.1 - gases inflamáveis: acima de 60 ton até 600 ton

b.2 - líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 5.000 m3 até 50.000 m3 

Classe III

a) Quanto à atividade:

a.1 – refinarias;

a.2 - unidades de processamento de gás natural;

a.3 - instalações petroquímicas;

a.4 - usinas de fabricação de etanol e/ou unidades de fabricação de álcool.

b) Quanto à capacidade de armazenamento, de forma permanente e/ou transitória:

b.1 - gases inflamáveis: acima de 600 ton

b.2 - líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 50.000 m3 

Tabela 1

 

 

20.4.1.1 Para critérios de classificação, o tipo de atividade enunciada possui prioridade sobre a capacidade de armazenamento.

 

20.4.1.2 Quando a capacidade de armazenamento da instalação se enquadrar em duas classes distintas, por armazenar líquidos inflamáveis e/ou combustíveis e gases inflamáveis, deve-se utilizar a classe de maior gradação.

 

20.4.2 Esta NR estabelece dois tipos de instalações que constituem exceções em relação à aplicação da Tabela 1. Tais exceções são definidas no Anexo I

 

VAI PARA O ANEXO I (20.4)

20.4.2.1 As instalações que desenvolvem atividades de manuseio, armazenamento, manipulação e transporte com gases inflamáveis acima de 1 ton até 2 ton e de líquidos inflamáveis e/ou combustíveis  de 1m3 até 10 m3 devem contemplar no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, além dos requisitos previstos na Norma Regulamentadora 9:

a) o inventário e características dos inflamáveis;

b) os riscos específicos relativos aos locais e atividades com inflamáveis;

c) os procedimentos e planos de prevenção de acidentes com inflamáveis;

d) as medidas para atuação em situação de emergência.

 

20.4.2.1.1 O empregador deve treinar, no mínimo, três trabalhadores da instalação, diretamente envolvido com inflamáveis, em curso básico previsto no Anexo II.

 

20.4.2.2 As instalações varejistas e atacadistas que desenvolvem atividades de manuseio,  armazenamento e transporte de recipientes de até 20 litros, fechados ou lacrados de fabricação, contendo líquidos inflamáveis e/ou combustiveis até o limite máximo de  5.000 m3 e de gases inflamáveis até o limite máximo de 600 toneladas, devem contemplar no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, além dos requisitos previstos na Norma Regulamentadora 9:

a) o inventário e características dos inflamáveis;

b) os riscos específicos relativos aos locais e atividades com inflamáveis;

c) os procedimentos e planos de prevenção de acidentes com inflamáveis;

d) as medidas para atuação em situação de emergência.

 

20.4.2.2.1 O empregador deve treinar trabalhadores da instalação, diretamente envolvidos com inflamáveis, em curso Básico, na proporção definida na Tabela 2.

Capacidade armazenada (gases inflamáveis e/ou líquidos inflamáveis e/ou combustíveis)

No de trabalhadores treinados

Acima de 1 ton até 5 ton e/ou  acima de 1 m3 até 9 m3

mínimo 2

Acima de 5 ton até 10 ton e/ou acima de 9 m3 até 42 m3

mínimo 3

Acima de 10 ton até 20 ton e/ou acima de 42 m3 até 84 m3

mínimo 4

Para cada 20 ton e/ou 84 m3

mais 2  trabalhadores

Tabela 2

 

20.4.2.3 Para efeitos dos itens 20.4.2.1.1 e 20.4.2.2.1 será aceito curso de prevenção e combate a incêndios realizado pelo trabalhador, desde que possua uma carga horária mínima de 6 horas, contemple no mínimo 80% do conteúdo programático do curso Básico previsto no Anexo II.

 

Item da Portaria: Para efeitos dos itens 20.4.2.1.1 e 20.4.2.2.1 será aceito curso de prevenção e combate a incêndios já realizado pelo trabalhador há, pelo menos, dois anos da data de publicação desta NR, desde que possua uma carga horária mínima de 6 horas e contemple no mínimo 80% do conteúdo programático do curso Básico previsto no Anexo II.

 

Aplica-se o disposto nos itens 20.4.2 e 20.4.2.2.1 para a instalação de armazenamento de recipientes de até 20 litros, fechados ou lacrados de fabricação, contendo líquidos inflamáveis e/ou combustíveis até o limite máximo 10.000 m3  e de gases inflamáveis até o limite máximo 1.200 ton, desde que a instalação de armazenamento esteja separada por parede da instalação onde ocorre a fabricação, envase e embalagem do produto a ser armazenado.

 

PENDENTE

CRIACAO DE ITEM PARA VALORES ACIMA com Análise de Riscos, etc.

________________________________________________________________

20.5. Projeto da Instalação

 

20.5.1 As instalações para extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis devem ser projetadas considerando os aspectos de segurança, saúde e meio ambiente que impactem sobre a integridade física dos trabalhadores previstos nas normas regulamentadoras, normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais, convenções e acordos coletivos, bem como nas demais regulamentações pertinentes em vigor.

 

20.5.2 No projeto das instalações Classes II e III devem constar, no mínimo,  e em língua portuguesa:

a) descrição das instalações e seus respectivos processos através do manual de operações;

b) planta geral de locação das instalações;

c) características e informações de segurança, saúde e meio ambiente relativas aos inflamáveis e líquidos combustíveis, constantes nas fichas de dados de segurança de produtos químicos, de matérias primas, materiais de consumo e produtos acabados;

d) fluxograma de processo;

e) especificação técnica dos equipamentos, máquinas e acessórios críticos em termos de segurança e saúde no trabalho estabelecidos pela análise de riscos;

f) plantas, desenhos e especificações técnicas dos sistemas de segurança da instalação;

g) identificação das áreas classificadas da instalação, para efeito de especificação dos equipamentos e instalações elétricas;

h) medidas intrínsecas de segurança identificadas na análise de riscos do projeto.

 

20.5.2.1 No projeto das instalações Classe I deve constar o disposto nas alíneas “a”, “b”,”c”,”f”e “g” do item 20.5.2

 

20.5.2.2 No projeto devem ser observadas as distâncias de segurança entre instalações, edificações, tanques, máquinas, equipamentos, áreas de movimentação e fluxo, vias de circulação interna, bem como dos limites da propriedade em relação a áreas circunvizinhas e vias públicas, estabelecidas em  normas técnicas nacionais.

 

20.5.XX O projeto deve incluir o estabelecimento de mecanismos de controle para interromper e/ou reduzir uma possível cadeia de eventos decorrentes de vazamentos, incêndios ou explosões. (Manual detalhar como comprovar)

 

20.5.2.3 Os projetos das instalações existentes devem ser atualizados com a utilização de metodologias de análise de riscos qualitativas para a identificação da necessidade de adoção de medidas de proteção complementares.

 

20.5.3 Todo sistema pressurizado deve possuir dispositivos de segurança definidos em normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, em normas internacionais.

 

20.5.4 Modificações ou ampliações das instalações passíveis de afetar a segurança e a integridade física dos trabalhadores devem ser precedidas de projeto que contemple estudo de análise de riscos.

 

20.5.5 O projeto deve ser elaborado por profissional habilitado.

 

20.5.6 No processo de transferência, enchimento de recipientes ou de tanques, devem ser definidas em projeto as medidas preventivas para:

a) eliminar ou minimizar a emissão de vapores e gases inflamáveis;

b) controlar a geração,  acúmulo e descarga de eletricidade estática.

 

20.6  Segurança na Construção e Montagem

 

20.6.1 A construção e montagem das instalações para extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis devem observar as especificações previstas no projeto, bem como nas normas regulamentadoras e nas normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais. (Glossário)

 

20.6.2 As inspeções e os testes realizados na fase de construção e montagem e no comissionamento (Glossário) devem ser documentados de acordo com o previsto nas normas regulamentadoras, nas normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais, e nos manuais de fabricação dos equipamentos e máquinas.

 

20.6.3 Os equipamentos e as instalações devem ser identificados e sinalizados, de acordo com o previsto pelas normas regulamentadoras e normas técnicas nacionais.

 

20.7. Segurança Operacional

20.7.1 O empregador deve elaborar, documentar, implementar, divulgar e manter atualizados procedimentos operacionais que contemplem aspectos de segurança e saúde no trabalho, em conformidade com as especificações do projeto das instalações Classes I, II e III  e com as recomendações das análises de riscos.

 

20.7.1.1 Nas instalações industriais Classes II e III, com unidades de processo (Glossário), os procedimentos referidos no item 20.7.1 devem possuir instruções claras para o desenvolvimento de atividades em cada uma das seguintes fases:

a) pré-operação;

b) operação normal;

c) operação temporária;

d) operação em emergência;

e) parada normal;

f) parada de emergência;

g) operação pós-emergência. (Glossário)

 

20.7.2 Os procedimentos operacionais referidos no item 20.7.1 devem estar facilmente acessíveis aos trabalhadores e seus representantes, bem como às autoridades competentes.

 

20.7.3 Os procedimentos operacionais referidos no item 20.7.1 devem ser revisados e/ou atualizados, no máximo trienalmente para instalações Classes I e II e qüinqüenalmente para instalações Classe III ou em uma das seguintes situações:

a) recomendações decorrentes do sistema de gestão de mudanças (Glossário);

b) recomendações decorrentes das análises de risco;

c) modificações ou ampliações (Glossário) da instalação;

d) recomendações decorrentes das análises de acidentes ou incidentes nos trabalhos relacionados com inflamáveis e líquidos combustíveis;

e) solicitações da CIPA ou SESMT.

 

20.7.4 Nas operações de transferência de inflamáveis, enchimento de recipientes ou de tanques, devem ser adotados procedimentos para:

a) eliminar ou minimizar a emissão de vapores e gases inflamáveis;

b) controlar a geração, acúmulo e descarga de eletricidade estática (detalhar no Manual).

 

20.7.5 No processo de transferência de inflamáveis e líquidos combustíveis deve-se implementar medidas de controle  operacional e/ou de engenharia das emissões fugitivas, emanadas durante a carga e descarga de tanques fixos e de veículos transportadores, para a eliminação ou minimização dessas emissões.

 

Item para Portaria – As medidas de controle mencionadas no item 20.7.5 e o cronograma de implantação serão definidos pela Comissão Nacional Tripartite Temática NR 20 em articulação com a Comissão Nacional Permanente do Benzeno.

 

20.7.6 Na operação com inflamáveis e líquidos combustíveis, em instalações de processo contínuo de produção e de Classe III, o empregador deve dimensionar o efetivo de trabalhadores suficiente para a realização das tarefas operacionais (Glossário) com segurança.

20.7.6.1 Os critérios e parâmetros adotados para o dimensionamento do efetivo de trabalhadores devem estar documentados.

 

Manual: Alguns outros aspectos que podem ser considerados:

  • os perigos/riscos dos produtos extraídos, processados, armazenados, transferidos ou manuseados;
  • a complexidade do processo de produção e tecnologias utilizadas;
  • o nível de atualização tecnológica dos equipamentos e instalações;
  • o nível de automação do processo;
  • o histórico de incidentes, acidentes e doenças relacionadas ao trabalho;
  • as recomendações das análises de riscos.

 

20.8. Manutenção e Inspeção das Instalações

20.8.1 As instalações Classes I, II e III para extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis devem possuir plano de inspeção e manutenção devidamente documentado.

 

20.8.2 O plano de inspeção e manutenção deve abranger, no mínimo:

a) equipamentos, máquinas, tubulações e acessórios, instrumentos;

b) tipos de intervenção (Glossário);

c) procedimentos de inspeção e manutenção;

d) cronograma anual;

e) identificação dos responsáveis;

f) especialidade e capacitação do pessoal de inspeção e manutenção;

g) procedimentos específicos de segurança e saúde;

h) sistemas e equipamentos de proteção coletiva e individual (exemplificar no Manual “proteção coletiva”)

 

20.8.3 Os planos devem ser periodicamente revisados e atualizados, considerando o previsto nas normas regulamentadoras, nas normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais, nos manuais de inspeção, bem como nos manuais fornecidos pelos fabricantes, os quais devem ser disponibilizados em língua portuguesa.

 

20.8.4 A fixação da periodicidade das inspeções e das intervenções de manutenção deve considerar:

a) o previsto nas normas regulamentadoras e normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais;

b) as recomendações do fabricante, em especial dos itens críticos à segurança e saúde do trabalhador;

c) as recomendações dos relatórios de inspeções de segurança e de análise de acidentes e incidentes do trabalho, elaborados pela CIPA ou SESMT;

d) as recomendações decorrentes das análises de risco;

e) a existência de condições ambientais agressivas.

 

 

20.8.5 O plano de inspeção e manutenção e suas respectivas atividades devem ser documentados em formulário próprio ou sistema informatizado. e ficar a disposição das autoridades competentes, trabalhadores e seus representantes.

 

20.8.6 As atividades de inspeção e manutenção devem ser realizadas por trabalhadores capacitados (Glossário) e com apropriada supervisão.

 

20.8.7 As recomendações decorrentes das inspeções e manutenções devem ser registradas e implementadas, com a determinação de prazos e de responsáveis pela execução.

 

20.8.7.1 A não implementação da recomendação no prazo definido deve  ser  justificada e documentada.

 

20.8.8 Deve ser elaborada permissão de trabalho para atividades não rotineiras de intervenção (Glossário) nos equipamentos, baseada em análise de risco, nos trabalhos:

a) que possam gerar chamas, calor, centelhas ou ainda que envolvam o seu uso;

b) em espaços confinados, conforme Norma Regulamentadora 33;

c) envolvendo isolamento de equipamentos e bloqueio/etiquetagem;

d) em locais elevados com risco de queda;

e) com equipamentos elétricos, conforme Norma Regulamentadora 10;

f) outros cujas boas práticas de segurança e saúde recomendem.

 

20.8.8.1 As atividades rotineiras de inspeção e manutenção devem ser precedidas de instrução de trabalho (Glossário).

 

20.8.9 O planejamento e a execução de paradas para manutenção de uma instalação devem incorporar os aspectos relativos à segurança e saúde no trabalho.

 

20.9  Inspeção em Segurança e Saúde no Ambiente de Trabalho

20.9.1 As instalações Classes I, II e III para extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis devem ser periodicamente inspecionadas com enfoque na segurança e saúde no ambiente de trabalho (Glossário).

 

20.9.2 Deve ser elaborado,  em articulação com a CIPA, um cronograma de inspeções em segurança e saúde no ambiente de trabalho, de acordo com os riscos das atividades e operações desenvolvidas.

 

20.9.3 As inspeções devem ser documentadas e as respectivas recomendações implementadas, com estabelecimento de prazos e de responsáveis pela sua execução.

 

20.9.3.1 A não implementação da recomendação no prazo definido deve  ser  justificada e documentada.

 

20.9.4 Os relatórios de inspeção devem ficar disponíveis às autoridades competentes e aos trabalhadores.

 

20.10  Análise de Riscos

 

20.10.1 Nas instalações Classes I, II e III o empregador deve elaborar e documentar as análises de riscos das operações que envolvam processo ou processamento (Glossário) nas atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e de líquidos combustíveis.

 

Glossário: Processo ou processamento – seqüência integrada de operações. A seqüência pode ser inclusive de operações físicas e/ou químicas. A seqüência pode envolver, mas não se limita a preparação, separação, purificação ou mudança de estado, conteúdo de energia ou composição.

 

20.10.2 As análises de riscos da instalação devem ser estruturadas com base em metodologias apropriadas, escolhidas em função dos propósitos da análise, das características e complexidade da instalação.

 

20.10.2.1 As análises de riscos devem ser coordenadas (Glossário) por profissional habilitado (Glossário).

 

Coordenação: assunção da responsabilidade técnica

 

Manual: O profissional habilitado dever ter conhecimento e experiência em metodologias de análise de riscos.

Considerar que as análises de riscos podem ser elaboradas por vários PH.

 

20.10.2.2  As análises de riscos devem ser elaboradas por equipe multidisciplinar, com conhecimento na aplicação das metodologias, dos riscos e da instalação, com no mínimo um trabalhador com experiência na instalação, ou em parte desta, que é objeto da análise.

 

20.10.3 Nas instalações classe I deve ser elaborada Análise Preliminar de Perigos/Riscos (APP/APR).

 

20.10.4  Nas instalações classes II e III devem ser utilizadas metodologias de análise definidas pelo profissional habilitado, devendo a escolha levar em consideração os riscos, as características e complexidade da instalação.

 

20.10.4.1 O profissional habilitado deve fundamentar tecnicamente e registrar na própria análise a escolha da metodologia utilizada.

 

20.10.5 As análises de riscos devem ser revisadas:

a) na periodicidade estabelecida para as renovações da licença de operação da instalação, ou

b) no prazo recomendado pela própria análise, ou

c) caso ocorram modificações significativas no processo ou processamento, ou

d) por solicitação do SESMT ou da CIPA, ou

e) por recomendação decorrente da análise de acidentes ou incidentes relacionados ao processo ou processamento, ou

f) quando o histórico de acidentes e incidentes assim o exigir.

 

20.10.6  O empregador deve implementar as recomendações resultantes das análises de riscos, com definição de prazos e de responsáveis pela execução.

 

20.10.6.1 A não implementação das recomendações nos prazos definidos deve ser justificada e documentada.

 

20.10.7 As análises de riscos devem ficar disponíveis às autoridades competentes.

 

20.10.7.1 As análises de riscos devem ficar disponíveis aos trabalhadores e seus representantes, salvo nos aspectos ou partes que envolvam informações confidenciais comerciais.

 

20.10.8  As análises de riscos devem estar articuladas (Glossário) com o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) da instalação.

articulação: coerência, compatibilidade, harmonização dos riscos comuns aos dois documentos.

 

20.11. Capacitação dos trabalhadores

20.11.1 Toda capacitação prevista nesta NR deve ser realizada a cargo e custo do empregador e durante o expediente normal da empresa.

 

20.11.1.1 Os critérios estabelecidos nos itens 20.11.2 a 20.11.10 encontram-se resumidos no Anexo II.

 

20.11.2 Os trabalhadores que laboram em instalações classes I,  II ou III  e não adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis devem receber informações sobre os perigos, riscos e sobre procedimentos para situações de emergências.

Manual ou Glossário: recepcionista, secretária, porteiro, ..

 

20.11.3 Os trabalhadores que laboram em instalações classes I,  II ou III e adentram na área ou local  de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis, mas não mantém contato direto com o processo ou processamento, devem realizar curso Integração (4 horas).

Manual ou Glossário: vigilante (ronda), jardinagem, motorista, limpeza predial,...

 

20.11.4 Os trabalhadores que laboram em instalações classes I, II ou III, adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis e mantém contato direto com o processo ou processamento, realizando atividades específicas, pontuais e de curta duração, devem realizar curso Básico (8 horas).

Manual ou Glossário: coleta de amostras, medição de nível de tanques, verificação de estoques,...

 

20.11.5 Os trabalhadores que laboram em instalações classes I, II e III, adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis e mantém contato direto com o processo ou processamento, realizando atividades de manutenção e inspeção devem realizar curso Intermediário (16 horas).

 

20.11.7 Os trabalhadores que laboram em instalações classe I, adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis e mantém contato direto com o processo ou processamento, realizando atividades de operação e atendimento a emergências devem realizar curso Intermediário (16 horas).

 

20.11. 8 Os profissionais de segurança e saúde no trabalho que laboram em instalações classes II e III, adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis e mantém contato direto com o processo ou processamento, devem realizar o curso Específico (16 horas).

 

20.11.9 Os trabalhadores que laboram em instalações classe II, adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis e mantém contato direto com o processo ou processamento, realizando atividades de operação e atendimento a emergências devem realizar curso Avançado I (24 horas).

 

20.11.10 Os trabalhadores que laboram em instalações classe III, adentram na área ou local de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis e mantém contato direto com o processo ou processamento, realizando atividades de operação e atendimento a emergências devem realizar curso Avançado II (32 horas).

 

20.11.11 Os trabalhadores que realizaram o curso Básico, caso venham a necessitar do curso Intermediário, devem fazer complementação com carga horária de 8 horas, nos conteúdos estabelecidos pelos itens 6, 7 e 8 do curso Intermediário, incluindo a parte prática.

 

20.11.12 Os trabalhadores que realizaram o curso Intermediário, caso venham a necessitar do curso Avançado I, devem fazer complementação com carga horária de 8 horas, nos conteúdos estabelecidos pelos itens 9 e 10 do curso Avançado I, incluindo a parte prática.

 

20.11.13 Os trabalhadores que realizaram o curso Avançado I, caso venham a necessitar do curso Avançado II, devem fazer complementação com carga horária de 8 horas, no item 11 do curso Avançado II, incluindo a parte prática.

 

20.11.14 O trabalhador deve participar de curso de Atualização, cujo conteúdo será estabelecido pelo empregador e com a seguinte periodicidade:

a) curso Básico: a cada 3 anos com carga horária de 4 horas;

b) curso Intermediário: a cada 2 anos com carga horária de 4 horas;

c) cursos Avançado I e II: a cada ano com carga horária de 4 horas.

 

20.11.14.1 Deverá ser realizado, de imediato, curso de Atualização para os trabalhadores envolvidos no processo ou processamento, onde:

a) ocorrer modificação significativa;

b) ocorrer morte de trabalhador;

c) ocorrerem ferimentos em decorrência de explosão e/ou queimaduras de 2º ou 3º grau, que implicaram em necessidade de internação hospitalar;

d) o histórico de acidentes e incidentes assim o exigir.

 

20.11.15 Os instrutores da capacitação dos cursos de Integração, Básico, Intermediário,  Avançados I e II e Específico devem ter proficiência no assunto.

 

Os cursos de Integração, Básico e Intermediário devem ter um responsável por sua organização, devendo ser um dos instrutores.

 

20.11.16 Os cursos Avançados I e II e Específico devem ter um profissional habilitado como responsável técnico.

 

20.11.17 Para os cursos de Integração, Básico,  Intermediário, Avançados I e II e Especifico a emissão do certificado se dará  para os trabalhadores que, após avaliação, tenham obtido aproveitamento satisfatório.

 

20.11.17.1 O certificado deve conter o nome do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, data, local, nome do(s) instrutor(es),  nome e assinatura do responsável técnico ou do responsável pela organização do curso.

 

20.11.17.2  O certificado deve ser fornecido ao trabalhador e uma cópia arquivada na empresa.

 

20.11. 18 Os  participantes da capacitação devem receber material didático, que pode ser em meio impresso, eletrônico ou similar.

 

20.11.19 O empregador deve estabelecer e manter sistema de identificação que permita conhecer a capacitação de cada trabalhador, cabendo a este a obrigação de utilização visível do meio identificador.

Manual: explanar meio identificador

 

Adentram na área e não mantém contato direto

Atividade/Classe

I

II

III

 

4 horas (integração)

4 horas (integração)

4 horas (integração)

Adentram na área e mantém contato direto

Atividade/Classe

I

II

III

Específica, pontual e de curta duração

8 horas (Básico)

8 horas (Básico)

8 horas (Básico)

Manutenção e Inspeção

16 horas (Intermediário)

16 horas (Intermediário)

16 horas (Intermediário)

Operação e atendimento a emergências

16 horas (Intermediário)

24 horas (Avançado I)

32 horas (Avançado II)

Segurança e saúde no trabalho

 

16 horas (Específico)

16 horas (Específico)

 

Atualização

Básico

Trienal

4 horas

Intermediário

Bienal

4 horas

Avançado I e II

Anual

4 horas

 

 

 

20.12. Prevenção e controle de vazamentos, derramamentos, incêndios, explosões  e emissões fugitivas

 

20.12.1 O empregador deve elaborar plano que contemple a prevenção e controle de vazamentos, derramamentos, incêndios e explosões e, nos locais sujeitos à atividade de trabalhadores, a identificação das fontes de emissões fugitivas.

 

 

20.12.2 O plano deve contemplar todos os meios e ações necessárias para minimizar os riscos de ocorrência de vazamento, derramamento, incêndio e explosão, bem como para reduzir suas conseqüências em caso de falha nos sistemas de prevenção e controle.

 

20.12.2.1 Para emissões fugitivas, após a identificação das fontes nos locais sujeitos à atividade de trabalhadores, o plano deve incluir ações para minimização dos riscos, de acordo com viabilidade técnica.

 

20.12.3 O plano deve ser revisado:

a) por recomendações das inspeções de segurança e/ou da análise de riscos;

b) quando ocorrerem  modificações significativas nas instalações;

c) quando da ocorrência de vazamentos, derramamentos, incêndios e/ou explosões.

 

20.12.4 Os sistemas de prevenção e controle devem ser adequados aos perigos/riscos dos inflamáveis.

 

20.12.5 Os tanques que armazenam líquidos inflamáveis e combustíveis devem possuir sistemas de contenção de vazamentos ou derramamentos, dimensionados e construídos de acordo com as normas técnicas.

 

20.12.5.1 No caso de bacias de contenção, é vedado o armazenamento de materiais, recipientes e similares em seu interior, exceto nas atividades de manutenção e inspeção.

 

 

20.13. Controle de fontes de ignição

 

20.13.1 Todas as instalações elétricas e equipamentos elétricos fixos, móveis e portáteis, equipamentos de comunicação, ferramentas e similares utilizados em áreas classificadas, assim como os equipamentos de controle de descargas atmosféricas, devem estar em conformidade com a Norma Regulamentadora 10.

 

20.13.2 O empregador deve implementar medidas específicas para controle da geração, acúmulo e descarga de eletricidade estática em áreas sujeitas à existência de atmosferas inflamáveis.

 

20.13.3 Os trabalhos envolvendo o uso de equipamentos que possam gerar chamas, calor ou centelhas, nas áreas sujeitas à existência de atmosferas inflamáveis, devem ser precedidos de permissão de trabalho.

 

20.13.4 O empregador deve sinalizar a proibição do uso de fontes de ignição nas áreas sujeitas a existência de atmosferas inflamáveis.

 

20.13.5 Os veículos que circulem nas áreas sujeitas à existência de atmosferas inflamáveis devem possuir características apropriadas ao local e ser mantidos em perfeito estado de conservação.

 

20.14. Plano de Resposta a Emergências da Instalação

20.14.1 O empregador deve elaborar e implementar plano de resposta a emergências que contemple ações específicas a serem adotadas na ocorrência de vazamentos ou derramamentos de inflamáveis e líquidos combustíveis, incêndios ou explosões.

 

20.14.2 O plano de resposta a emergências das instalações Classe I, II e III deve ser elaborado considerando as características e a complexidade da instalação e conter, no mínimo:

a) nome e função do (s) responsável(eis) técnico(s) pela elaboração e revisão do plano;

b) nome e função do responsável pelo gerenciamento, coordenação e implementação do plano;

c) designação dos integrantes da equipe de emergência, responsáveis pela execução de cada ação e seus respectivos substitutos;

d) estabelecimento dos possíveis cenários de emergências, com base nas análises de riscos;

e) descrição dos recursos necessários para resposta a cada cenário contemplado;

f) descrição dos meios de comunicação;

g) procedimentos de resposta à emergência para cada cenário contemplado;

h) procedimentos para comunicação e acionamento das autoridades públicas e desencadeamento da ajuda mútua, caso exista;

i) procedimentos para orientação de visitantes, quanto aos riscos existentes e como proceder em situações de emergência;

j) cronograma, metodologia e registros de realização de exercícios simulados.

 

20.14.3 Nos casos em que os resultados das análises de riscos indiquem a possibilidade de ocorrência de um acidente cujas conseqüências ultrapassem os limites da instalação, o empregador deve incorporar no plano de emergência ações que visem à proteção da comunidade circunvizinha, estabelecendo mecanismos de comunicação e alerta, de isolamento da área atingida e de acionamento das autoridades públicas.

 

20.14.4 O plano de resposta a emergências deve ser avaliado após a realização de exercícios simulados e/ou na ocorrência de situações reais, com o objetivo de testar a sua eficácia, detectar possíveis falhas e proceder aos ajustes necessários.

 

20.14.5 Os exercícios simulados devem ser realizados durante o horário de trabalho, com periodicidade, no mínimo, anual, podendo ser reduzida em função das falhas detectadas ou se assim recomendar a análise de risco.

 

20.14.5.1 Os trabalhadores na empresa devem estar envolvidos nos exercícios simulados, que devem retratar, o mais fielmente possível, a rotina de trabalho.

 

20.14.5.2 O empregador deve estabelecer critérios para avaliação dos resultados dos exercícios simulados.

 

20.14.6 Os integrantes da equipe de resposta a emergências devem ser submetidos a exames médicos específicos para a função que irão desempenhar, conforme estabelece a Norma Regulamentadora 7, incluindo os fatores de riscos psicossociais (Glossário), com a emissão do respectivo atestado de saúde ocupacional.

 

20.14.7 A participação do trabalhador nas equipes de resposta a emergências é voluntária, salvo nos casos em que a natureza da função assim o determine.

 

20.14.8 O plano de resposta a emergências deve estar disponível às autoridades competentes, bem como para consulta aos trabalhadores e seus representantes.

 

20.15  Comunicação de Ocorrências

20.15.1 O empregador deve comunicar ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego e ao sindicato da categoria profissional predominante no estabelecimento  a ocorrência de vazamento, incêndio ou explosão envolvendo inflamáveis e líquidos combustíveis, que tenha como conseqüência qualquer das possibilidades a seguir:

a) morte de trabalhador(es);

b) ferimentos em decorrência de explosão e/ou queimaduras de 2º ou 3º grau, que implicaram em necessidade de internação hospitalar;

c) acionamento do plano de resposta a emergências que tenha requerido medidas de intervenção e controle;

 

20.15.1.1 A comunicação deve ser encaminhada até o segundo dia útil após a ocorrência e deve conter:

a) Nome da empresa, endereço, local, data e hora da ocorrência;

b) Descrição da ocorrência, incluindo informações sobre os  inflamáveis e outros produtos envolvidos;

c) Nome e função da vítima;

d) Procedimentos de investigação adotados;

e) Conseqüências;

f) Medidas emergenciais adotadas.

 

20.15.1.2 A comunicação poderá ser feita por ofício ou meio eletrônico ao sindicato da categoria profissional predominante no estabelecimento e ao setor de segurança e saúde do trabalho do órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

20.15.2  O empregador deve elaborar relatório de investigação e análise da ocorrência descrita no item 20.15.1, contendo as causas básicas e medidas preventivas adotadas e mantê-lo no local de trabalho a disposição da autoridade competente, dos trabalhadores e seus representantes.

 

20.16. Contratante e Contratadas

20.16.1 A contratante e as contratadas são solidariamente responsáveis pelo cumprimento desta Norma Regulamentadora.

 

20.16.2 Das responsabilidades da Contratante.

20.16.2.1 Os requisitos de segurança e saúde no trabalho adotados para os empregados das contratadas devem ser, no mínimo, equivalentes aos aplicados para os empregados da contratante.

 

20.16.2.2 A empresa contratante, visando atender ao previsto nesta NR, deve verificar e avaliar o desempenho em segurança e saúde no trabalho nos serviços contratados.

 

20.16.2.3 Cabe à contratante informar às contratadas e a seus empregados os riscos existentes no ambiente de trabalho e as respectivas medidas de segurança e de resposta a emergências a serem adotadas.

 

20.16.3 Da Responsabilidade das Contratadas.

20.16.3.1 A empresa contratada deve cumprir os requisitos de segurança e saúde no trabalho especificados pela contratante, por esta e pelas demais Normas Regulamentadoras.

 

20.16.3.2 A empresa contratada deve assegurar a participação dos seus empregados nas capacitações em segurança e saúde no trabalho promovidas pela contratante, assim como deve providenciar outras capacitações específicas que se façam necessárias.

 

20.17 Tanque de líquidos inflamáveis no interior de edifícios

 

20.17.1 Os tanques para armazenamento de líquidos inflamáveis somente poderão ser instalados no interior dos edifícios sob a forma de tanque enterrado e destinados somente a óleo diesel.

 

20.17.2  Excetuam-se da aplicação do item 20.17.1 os tanques de superfície que armazenem óleo diesel  destinados a geração de energia elétrica em situações de emergência, nos casos em que seja comprovada a impossibilidade de instalá-lo enterrado ou fora da projeção horizontal do edifício

 

20.17.2.1 A instalação do tanque no interior do edifício deve ser precedida de Projeto e de Análise Preliminar de Perigos/Riscos (APP/APR), ambos elaborados por profissional habilitado, contemplando os aspectos de segurança, saúde e meio ambiente previstos nas normas regulamentadoras, normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais, bem como nas demais regulamentações pertinentes, e deve obedecer aos seguintes critérios:

a) localizar-se no pavimento térreo, subsolo ou pilotis, em área exclusivamente destinada para tal fim;

b) deve dispor de sistema de contenção de vazamentos:

c) deve conter até 3 tanques separados entre si e do restante da edificação por paredes resistentes ao fogo por no mínimo 2 horas e porta do tipo corta-fogo

d) possuir volume total de armazenagem de no máximo 3.000 litros, em cada tanque;

e) possuir aprovação pela autoridade competente;

f) os tanques devem ser metálicos;

g) possuir sistemas automáticos de detecção e combate a incêndios, bem como saídas de emergência dimensionadas conforme normas técnicas;

h) os tanques devem estar localizados de forma a não bloquear, em caso de emergência, o acesso às saídas de emergência e aos sistemas de segurança contra incêndio;

i) os tanques devem ser protegidos contra vibração, danos físicos e da proximidade de equipamentos ou dutos geradores de calor;

j) a estrutura da edificação deve ser protegida para suportar um eventual incêndio originado nos locais que abrigam os tanques (Manual);

k) devem ser adotadas as medidas necessárias para garantir a ventilação dos tanques para alívio de pressão, bem como para a operação segura de abastecimento e destinação dos gases produzidos pelos motores à combustão;

 

20.17.2.2 O responsável pela segurança do edifício deve designar responsável técnico pela instalação, operação, inspeção e manutenção, bem como, pela supervisão dos procedimentos de segurança no processo de abastecimento do tanque.

 

20.17.2.3 Os trabalhadores envolvidos nas atividades de operação, inspeção, manutenção e abastecimento do tanque devem ser capacitados com curso Intermediário, conforme Anexo II.

 

20.17.3 Aplica-se para tanques enterrados o disposto no item 20.17.2.1, caput, alíneas “b”, “e”, “f”, “g”, “h”, “i”, “j’ e “k”, item 20.17.2.2 e 20.17.2.3, bem como o previsto nas normas técnicas nacionais, e na sua ausência ou omissão, nas normas técnicas internacionais.

 

Portaria: Para projetos aprovados a partir da data de publicação desta NR fica proibida a instalação de tanques de líquidos  inflamáveis no interior do edifício, exceto para um tanque com capacidade máxima de 250 litros.

 

 

20.18  Desativação da instalação

20.18.1 Cessadas as atividades da instalação, o empregador deve adotar os procedimentos necessários para a sua desativação.

 

20.18.2 No processo de desativação das instalações de extração, produção, armazenagem, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis devem ser observados os aspectos de segurança, saúde e meio ambiente previstos nas normas regulamentadoras, normas técnicas nacionais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais, bem como nas demais regulamentações pertinentes em vigor.

 

 

 

20.19 Prontuário da Instalação

 

20.19.1 O Prontuário da instalação deve ser organizado, mantido e atualizado pelo empregador e constituído pela seguinte documentação:

a) Projeto da Instalação

b) Procedimentos Operacionais

c) Plano de Inspeção e Manutenção

d) Análise de Riscos,

e) Plano de prevenção e controle de vazamentos, derramamentos, incêndios e explosões e identificação das fontes de emissões fugitivas

f) Certificados de capacitação dos trabalhadores

g) Análise de Acidentes

h) Plano de Resposta a Emergências.

 

 

20.19.2 O Prontuário das instalações Classe I devem conter um índice e ser constituído em documento único.

 

20.19.2.1 Os documentos do Prontuário das instalações Classes II ou III podem estar separados, desde que seja mencionado no índice a localização destes na empresa e o respectivo responsável.

 

20.19.3 O Prontuário  da Instalação deve estar disponível às autoridades competentes, bem como para consulta aos trabalhadores e seus representantes.

 

20.19.3.1 As análises de riscos devem estar disponíveis para consulta aos trabalhadores e seus representantes, exceto nos aspectos ou partes que envolvam informações comerciais confidenciais.

 

20.20 Disposições finais

 

20.20.1 Quando em uma atividade de extração, produção, armazenamento, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis for caracterizada situação de risco grave e iminente aos trabalhadores, o empregador deve adotar as medidas necessárias para a interrupção e a correção da situação.

 

20.20.2 Os trabalhadores, com base em sua capacitação e experiência, devem interromper suas tarefas, exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis.

 

20.20.3 Os tanques, vasos e tubulações que armazenem/transportam inflamáveis e líquidos combustíveis devem ser identificados e sinalizados conforme a Norma Regulamentadora 26.

 

ANEXO I

 

 INSERIR

 

 

ANEXO II

CRITÉRIOS DA CAPACITACAO

 

Adentram na área e não mantém contato direto

Atividade/Classe

I

II

III

 

4 horas (integração)

4 horas (integração)

4 horas (integração)

Adentram na área e mantém contato direto

Atividade/Classe

I

II

III

Específica, pontual e de curta duração

8 horas (Básico)

8 horas (Básico)

8 horas (Básico)

Manutenção e Inspeção

16 horas (Intermediário)

16 horas (Intermediário)

16 horas (Intermediário)

Operação e atendimento a emergências

16 horas (Intermediário)

24 horas (Avançado I)

32 horas (Avançado II)

Segurança e saúde no trabalho

 

16 horas (Específico)

16 horas (Específico)

 

Atualização

Básico

Trienal

4 horas

Intermediário

Bienal

4 horas

Avançado I e II

Anual

4 horas

 

 

Conteúdo PROGRAMATICO DA CAPACITACAO

Curso Integração

Carga horária:  4 horas

1. Inflamáveis: características, propriedades, perigos e riscos.

2. Controles coletivo e individual para trabalhos com inflamáveis.

3. Fontes de ignição e seu controle.

4. Procedimentos básicos em situações de emergência com inflamáveis

 

Curso Básico

Carga horária: 8 horas.

Conteúdo programático teórico

1. Inflamáveis: características, propriedades, perigos e riscos.

2. Controles coletivo e individual para trabalhos com inflamáveis.

3. Fontes de ignição e seu controle.

4. Proteção contra incêndio com inflamáveis.

5. Procedimentos básicos em situações de emergência com inflamáveis.

Conteúdo programático prático:

Conhecimentos e utilização dos sistemas de segurança contra incêndio com inflamáveis

 

Curso Intermediário

Carga horária: 16 horas

Conteúdo programático teórico

1. Inflamáveis: características, propriedades, perigos e riscos.

2. Controles coletivo e individual para trabalhos com inflamáveis.

3. Fontes de ignição e seu controle.

4. Proteção contra incêndio com inflamáveis.

5. Procedimentos em situações de emergência com inflamáveis.

6. Estudo da Norma Regulamentadora 20

7. Análise Preliminar de Perigos/Riscos: conceitos e exercícios práticos

8. Permissão para Trabalho com Inflamáveis

Conteúdo programático prático:

Conhecimentos e utilização dos sistemas de segurança contra incêndio com inflamáveis

 

Curso Avançado I

Carga horária: 24 horas

Conteúdo programático teórico

1. Inflamáveis: características, propriedades, perigos e riscos.

2. Controles coletivo e individual para trabalhos com inflamáveis.

3. Fontes de ignição e seu controle.

4. Proteção contra incêndio com inflamáveis.

5. Procedimentos em situações de emergência com inflamáveis.

6. Estudo da Norma Regulamentadora 20

7. Metodologias de Análise de Riscos: conceitos e exercícios práticos

8. Permissão para Trabalho com Inflamáveis

9. Acidentes com inflamáveis: análise de causas e medidas preventivas

10. Planejamento de Resposta a emergências com Inflamáveis

Conteúdo programático prático

Conhecimentos e utilização dos sistemas de segurança contra incêndio com inflamáveis

 

Curso Avançado II

Carga horária: 32 horas

Conteúdo programático teórico

1. Inflamáveis: características, propriedades, perigos e riscos.

2. Controles coletivo e individual para trabalhos com inflamáveis.

3. Fontes de ignição e seu controle.

4. Proteção contra incêndio com inflamáveis.

5. Procedimentos em situações de emergência com inflamáveis.

6. Estudo da Norma Regulamentadora 20

7. Metodologias de Análise de Riscos: conceitos e exercícios práticos

8. Permissão para Trabalho com Inflamáveis

9. Acidentes com inflamáveis: análise de causas e medidas preventivas

10. Planejamento de Resposta a emergências com Inflamáveis

11. Noções básicas de segurança de processo da instalação

12. Noções básicas de gerenciamento de mudanças

Conteúdo programático prático

Conhecimentos e utilização dos sistemas de segurança contra incêndio com inflamáveis

 

Curso Específico

Carga Horária: 16 horas

Conteúdo programático teórico

Estudo da Norma Regulamentadora 20

Metodologias de Análise de Riscos: conceitos e exercícios práticos

Permissão para Trabalho com Inflamáveis

Acidentes com inflamáveis: análise de causas e medidas preventivas

Planejamento de Resposta a emergências com Inflamáveis

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